Ainda com pouca visibilidade nacional, o rope skipping busca incentivos para divulgação da modalidade em terras brasileiras
Levado para a América do Norte no século 17 por colonizadores holandeses, a atividade física recebeu o nome de Double Dutch (Double = duplo e Dutch = nome do idioma holandês) por conta do duplo dialeto que era usado para confundir os americanos nas feiras. Todas as coisas diferentes e estranhas que eles faziam recebiam este nome, incluindo pular cordas.
Acredita-se que esta prática tenha surgido nos tempos antigos quando grupos fenícios (5000 a.C - 332 a.C) e egípcios (5000 a.C – 1085 a.C.) pulavam as cordas que fabricavam para testá-las. Há quem diga também que, em cavernas antigas já foram vistos desenhos que lembram a prática.
Em 1969, o professor de Educação Física Richard Cendalli achou que seria mais divertido se colocasse alguns movimentos mais elaborados entre os saltos. Logo, a primeira equipe de Rope Skipping seria criada, a Skipp it.
No ano de 1973, o sargento das relações comunitárias de Nova Iorque David A. Walker viabilizou a prática como um esporte de fato. Juntamente com Ulysses Williams, criou a American Double Dutch League (ADDL), a primeira da modalidade que depois se difundiu pelos Estados Unidos e em outros países.
Um salto entre Américas
Nas terras brasileiras, o esporte ficou realmente conhecido com o surgimento da DDBR, primeira equipe de Double Dutch formada por nadadores que saltavam antes e depois dos treinos como forma de aquecimento. Dentre os integrantes estava Iara Ito, umas das responsáveis pela difusão do esporte no país.
Durante uma campanha publicitária em 2008, a DDBR participou de diversas ações com membros da federação americana, e Iara percebeu todo o potencial que o esporte poderia ter no Brasil.
Após alguns meses de pesquisa com equipes internacionais e conhecendo a fundo o esporte, foi a Nova Iorque a convite de David para se especializar no assunto, realizando cursos. Infelizmente Walker faleceu em julho do mesmo ano deixando o cargo da diretoria executiva para sua filha Lauren Walker. Mesmo sem ter conhecido seu anfitrião, Iara não desistiu e em agosto foi fundada a Confederação Brasileira de Double Dutch e Rope Skipping (CBDDRP), sendo reconhecida como entidade organizadora da modalidade de corda no país e tendo Iara como presidente.
Durante uma campanha publicitária em 2008, a DDBR participou de diversas ações com membros da federação americana, e Iara percebeu todo o potencial que o esporte poderia ter no Brasil.
Após alguns meses de pesquisa com equipes internacionais e conhecendo a fundo o esporte, foi a Nova Iorque a convite de David para se especializar no assunto, realizando cursos. Infelizmente Walker faleceu em julho do mesmo ano deixando o cargo da diretoria executiva para sua filha Lauren Walker. Mesmo sem ter conhecido seu anfitrião, Iara não desistiu e em agosto foi fundada a Confederação Brasileira de Double Dutch e Rope Skipping (CBDDRP), sendo reconhecida como entidade organizadora da modalidade de corda no país e tendo Iara como presidente.
Hoje no Brasil existem nove equipes filiadas à CBDDRP, mas nem todas conseguem participar dos campeonatos por conta dos custos e despesas. Segundo Iara, o país ainda não conta com muitos incentivos fiscais para o esporte, apesar de já terem apresentado um projeto de divulgação no Ministério do Esporte, que foi negado por falta de patrocínios. A CBDDRP recebe ajuda de algumas subprefeituras da cidade de São Paulo, São Jose do Rio Preto e Olímpia, mas essa ajuda é apenas com equipamentos e transportes.
Uma dessas equipes é a paulistana Pé de Mola, formada em sua maioria por professores e graduandos de Educação Física. Além de participarem de campeonatos, realizam oficinas e apresentações em escolas e instituições não apenas como forma de divulgar o esporte, mas também como ação social.
Para o professor de Educação Física e saltador Willians A. de Oliveira, o esporte é uma ferramenta de educação e, por consequência, de mudança de hábitos. Willians, que já salta há seis anos, ressalta que o esporte tem um potencial sem igual no Brasil, mas que ainda é desconhecido pela população e que isso se deve pela falta de pessoas que apostem e acreditem em novidades.
Para o professor de Educação Física e saltador Willians A. de Oliveira, o esporte é uma ferramenta de educação e, por consequência, de mudança de hábitos. Willians, que já salta há seis anos, ressalta que o esporte tem um potencial sem igual no Brasil, mas que ainda é desconhecido pela população e que isso se deve pela falta de pessoas que apostem e acreditem em novidades.
Praticante há mais de 30 anos, o nova iorquino Bret Frederick conta que conheceu o esporte ainda no primário quando participou de um campeonato escolar. Hoje ele trabalha como DJ mas o esporte é uma parte fundamental de sua vida, "Sempre gostei de empurrar meu corpo e coração até o limite. Vou viver até os cem anos pulando".
Características do esporte
O Rope Skipping pode ser praticado individualmente ou em grupo e cada uma das modalidades tem seus critérios específicos avaliados por juízes. Nas competições individuais (Single Rope,) os atletas são avaliados por três provas: velocidade (quantidade de saltos), potência (quantidade de vezes em que a corda passa por baixo dos pés durante o salto, 2 ou 3 vezes) e Freestyle (criatividade e dificuldade dos saltos).
Em competições com corda dupla (Double Dutch) são avaliados a velocidade e o freestyle. Durante a prova, uma ou mais pessoas podem saltar ao mesmo tempo; as cordas principais são maiores que a de Single e são batidas por outros dois atletas.

Um terceiro tipo de salto bastante conhecido pelos praticantes é o Chinese Wheel, que por ser tecnicamente mais complexo, exige muito treino, sincronismo e confiança entre os atletas, já que em uma das mãos eles seguram uma ponta da própria corda e, na outra, a ponta da corda do parceiro seguido de saltos alternados entre eles.
Existem muitas manobras que são realizadas em competições e a originalidade é sempre vista como um ponto forte na hora de evoluir durante as provas. Algumas acrobacias mais conhecidas são o salto duplo, em que a corda passa duas vezes por baixo dos pés durante o mesmo salto; speed, que simula uma corrida sem sair do lugar saltando com pés alternados, e a parada de mãos, em que o saltador faz uma parada enquanto continua saltando a corda e depois retorna à posição original.
Existem muitas manobras que são realizadas em competições e a originalidade é sempre vista como um ponto forte na hora de evoluir durante as provas. Algumas acrobacias mais conhecidas são o salto duplo, em que a corda passa duas vezes por baixo dos pés durante o mesmo salto; speed, que simula uma corrida sem sair do lugar saltando com pés alternados, e a parada de mãos, em que o saltador faz uma parada enquanto continua saltando a corda e depois retorna à posição original.
Diversão com saúde
O esporte é considerado de grande eficácia nos dias de hoje, já que cerca de uma hora saltando pode queimar em média 800 calorias. Pode parecer apenas diversão, mas pular corda movimenta muitas áreas do corpo, por exemplo, músculos peitorais, bíceps, músculos quadríceps, pernas e vários outros. "É importante que os praticantes sempre se hidratem, além de terem liberação médica e respeitem seus limites, mas sempre lutando para superá-los", ressalta Willians.
Além de toda a musculatura se movimentando, o esporte melhora a capacidade cardiorrespiratória, força e equilíbrio, aprimora a coordenação motora, ritmo e agilidade e, claro, dá uma dose extra de autoestima e autoconfiança.
Além de toda a musculatura se movimentando, o esporte melhora a capacidade cardiorrespiratória, força e equilíbrio, aprimora a coordenação motora, ritmo e agilidade e, claro, dá uma dose extra de autoestima e autoconfiança.
De acordo com o artigo escrito pelo consultor educacional e ex-educador físico Jean Blaydes, e publicado no jornal ThePulse da American Alliance for Health, Physical Education, Recreation and Dance (AAHPERD), exercícios aeróbicos estimulam a produção de células cerebrais em roedores e uma pesquisa recente sugere que os resultados também podem ser aplicados a humanos.
Lúdico
Pular corda é um esporte que estimula não só o condicionamento físico e a coordenação, mas é também uma brincadeira que fortalece o relacionamento pessoal e que mexe com a imaginação de quem pratica. Quem é da década de 80 e 90 com certeza se lembra das brincadeiras de corda com aquelas musiquinhas cheias de desafios como “Um homem bateu na minha porta” e “Foguinho”, sem saber já estávamos desenvolvendo esses aspectos involuntariamente.
Atualmente a companhia Cirque Du Soleil tem dois espetáculos com apresentações de cordas, “La Nouba” que significa viver intensamente, é apresentado exclusivamente no parque da Disney em Orlando na Flórida e traz um ambiente cheio de cores, alegria e mágica. O outro é “Quidam” que conta a história de uma garota que encontra a felicidade no mundo da imaginação, este tem uma presença maior de saltadores.
Atualmente a companhia Cirque Du Soleil tem dois espetáculos com apresentações de cordas, “La Nouba” que significa viver intensamente, é apresentado exclusivamente no parque da Disney em Orlando na Flórida e traz um ambiente cheio de cores, alegria e mágica. O outro é “Quidam” que conta a história de uma garota que encontra a felicidade no mundo da imaginação, este tem uma presença maior de saltadores.
Esporte ou brincadeira, o mais importante é que seja praticado da forma correta e nunca se esquecendo, diversão em primeiro lugar, pois nada feito sem emoção e prazer consegue gerar bons resultados.
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