[code lang="javascript"] [/code]

sexta-feira, 17 de maio de 2013

As excentricidades de uma profissão em desenvolvimento

Jornalismo, Assessoria de Imprensa e a importância da Comunicação na sociedadeThairislaine Rodrigues

“A faculdade inicia um ciclo de independência dentro da gente que é assustador no começo. Se eu pudesse,   voltaria atrás pra viver tudo isso de novo...”. Com certeza é uma frase muito inspiradora e foi por isso que eu logo pensei nessa pessoa quando me propuseram esse desafio. Perfilar um assessor de imprensa. A princípio parecia ser uma tarefa um tanto quanto complicada, e na verdade é quando a entrevistada é Thairislaine Rodrigues, sem dúvidas ela bem a profissão de assessor de imprensa. Mas fica meio vago falar da profissão sem conhecer um pouco quem está por trás das câmeras, ou dos releases neste caso.

Em meio a livros e um quarto bagunçado e estudante do quarto ano jornalismo na USCS, Thairis como é conhecida pelos amigos se mostra uma pessoa das mais versáteis e ecléticas quando trata se do visual, cultura e gostos, começando pelo nome, diferente e exótico faz jus a dona. Quando a conheci, há mais ou menos dois anos, ela era apenas uma garota de cabelos ruivos e cacheados que não tirava o sorriso do rosto. Confesso que não me inspirava muita confiança quando disse que fazia jornalismo, mas isso prova que todos nós podemos errar. No começo era bem assim mesmo, quando pensou em fazer uma faculdade tinha uma única opção, “Queria mesmo era ter feito moda. Mas minha mãe não queria... Dizia que isso não dava dinheiro” e isso fica bem evidente hoje em dia quando ela chega na faculdade com sua calça azul ou com sua jaqueta vermelha, não tem como passar despercebida. Mas jornalismo parece que sempre esteve escondido ali no cantinho do quarto dela atrás dos ursinhos, na infância já escrevia e se comunicava muito bem. Ela conta que quando estava terminando o colegial era uma das únicas da sala que sabia que caminho pegar, sua mãe dizia Ciências da Computação, e seu pai dizia que a apoiaria independente do curso.

- “...certo dia, bem do nada, me veio o tal jornalismo em mente [...] Não sei se daria pra ser uma Fátima Bernardes...”

Com certeza ela pensou no Jornal Nacional, o que é totalmente aceitável já que é uma referência para muitos que optam pela profissão e aí eu volto para a frase que abre esse perfil. Com certeza a faculdade é um passo muito grande na vida de qualquer um, e escolher jornalismo já prova que a pessoa é determinada e sabe o que quer.


Mas falando de Assessoria de Imprensa, quem acha que é uma profissão simples está enganada, mesmo dentro do próprio jornalismo é uma opção que fica em segundo plano apesar de ter crescido bem nos últimos anos. Você precisa ser bem relacionado, principalmente com a pessoa para quem trabalha, ser comunicativo, estar por dentro dos assuntos, saber lidar com situações complicadas e Thairis, ponto para ela, conseguiu encontrar uma porta que poderia lhe trazer muitas coisas. Apesar de ter começado há pouco tempo na área, ela já tinha experiência com o jornalismo, quando no primeiro ano de faculdade fez parte da equipe técnica do programa Tela Universitária, produzido na própria USCS e era veiculado no canal NET Cidades, “Aquele tempo foi muito gostoso. TV dá um trabalho, mas é bem gratificante. Lá eu fazia de tudo, até café, e cá entre nós, todos gostavam dele”. A partir daí ela fez por merecer estar onde está, e lutou contra sua insegurança de não conseguir se firmar na área e mesmo ouvindo muitos “nãos”, passando por muitas entrevistas e linhas de metrô não desistiu, até que um dia ela recebeu uma dica de vaga de estágio, mas tinha um problema, um dos requisitos era o idioma. Desespero e mais desespero, a saída foi se matricular em um curso de inglês e correr atrás do prejuízo.

- “Hoje em dia é impossível conseguir emprego sem uma segunda língua”, avalia a estudante.
Aliás, lembro-me de tê-la conhecido pessoalmente já no final do curso de inglês, que por coincidência, era na mesma escola em que eu trabalhei um período, até então nossa amizade era totalmente virtual, regada à Facebook.

Quando foi chamada para a entrevista estava torcendo para que o idioma não fosse muito importante, doce ilusão não é? Mas mesmo assim, conquistou a atenção da entrevistadora que proferiu as temidas palavras para quem está em busca de emprego, que havia gostado dela e que se surgisse outra oportunidade ela avisaria. E não é que chamou mesmo.Duas semanas depois estava contratada por umas das maiores assessorias de imprensa em São Paulo, a CDI: “Estava realizada, era tudo o que eu queria, né? Trabalhei lá por quase seis meses. E aprendi muito, com profissionais excepcionais”.

E com certeza estava mesmo, essa oportunidade deu a chance dela conhecer de verdade como era uma assessoria de imprensa, poder formar uma opinião e continuar em busca de novas oportunidades.Há mais ou menos nove meses,ela conseguiu uma vaga na empresa Vitrola, uma assessoria de imprensa especializada no setor de moda e beleza e, apesar de ser estagiária ainda, exerce tarefas bem importantes como clipping, mailing, follow up, produção de notas e releases, auxilia no atendimento à imprensa em eventos mas “...nessa empresa eu não faço café”, brinca. Isso me lembra que alguns dias atrás, pelos corredores da USCS, eu a vi com uma mala de viagens pra cima e pra baixo, toda elétrica. Quando perguntei do que se tratava ela me contou que era um trabalho no Rio de Janeiro e que tinha sido escalada.

- “Pra mim foi espetacular! É como se tivesse sido promovida. Gera em você um sentimento de que estão confiando em seu trabalho e isso é maravilhoso.”

Na ocasião ela foi como representante de um dos clientes para promover um encontro entre blogueiras que escreviam sobre o assunto e apresentar os lançamentos da marca, proporcionando um estreitamento entre consumidor e imprensa.

Viu só? Que estagiário hoje em dia tem uma oportunidade dessas? É difícil. E apesar de ser novata conta com muita alegria um de seus cases, primeiro de muitos com certeza.
- O máximo que eu alcancei foi ter "vendido" uma pauta pra um programa de TV e ter me sentido a assessora de imprensa mais importante do Brasil. Foi muito bom.

Com a experiência adquirida ao longo dos meses ela diz com convicção que, apesar do espaço que não só a assessoria de imprensa, mas a comunicação em geral, tem ganhado ultimamente, ainda existe um desconhecimento do benefício de se trabalhar na comunicação empresarial. Ela explica que para muitas pessoas essa não é a coisa mais importante dentro das empresas e que em situação de crise, a “comunicação“ é uma das primeiras a sofrerem cortes e para ela assessoria de imprensa tem se tornado não só uma opção, e sim um gosto. Como todo emprego, lá também tem os dois lados da moeda e a cobrança é constante, se hoje você fez algo que saiu bom, amanhã terá que sair excelente.

- “Ter jogo de cintura e agilidade é o que conta nessa área [...] Você precisa ser melhor a cada dia, e surpreender seu chefe, seu cliente e até você mesmo [...] A época que eu entrei no estágio foi à mesma que eu comecei a ter essa disciplina. Me ajudou muito! Qualquer dúvida que eu tinha durante o dia no trabalho eu poderia tirar na aula à noite. Além de me adiantar no serviço. Cada coisa que eu aprendia eu podia colocar em prática no outro dia. Foi fundamental.”

Mesmo com a correria diária no serviço lado a lado com os trabalhos da faculdade, Thairis conta que “obstáculos” são bons pois ajudam a perceber o nosso crescimento em conjunto das responsabilidades. Como eu disse no começo ela sempre foi muito comunicativa quando criança e hoje ela colhe os frutos do sucesso. “Vejo muitas pessoas que entram pra esse mercado e são hiper tímidas, e isso atrapalha muito. Você precisa expor suas ideias. Mostrar que você está ali”, comenta.

Quem conhece essa futura jornalista, sabe bem que ela é tem muito para mostrar, e isso não parece subir a cabeça dela. Quando se tem o pé no chão fica fácil entender motivo de ela ter tido tantas oportunidades. Determinação, simplicidade, humildade, são à base de qualquer coisa, e isso ela tem sobra.

Proposta da atividade: Produzir um perfil a partir de uma entrevista com um Assessor de Imprensa















Nenhum comentário:

Postar um comentário