Taxas abusivas das operadoras de cartões reduzem margem de lucro no comércio.
Encontrar quem ainda aceite cartões e crédito e débito na região do Bom Retiro tem se tornado uma tarefa complicada. Devido às altas taxas impostas pelas operadoras cada vez mais o serviço está saindo de circulação.
O “movimento” teve início há cerca de seis meses na Rua José Paulino, local conhecido pelas fábricas e distribuidoras de roupas e frequentada por pessoas de vários estados. Izelte Borges, uma consumidora, ressalta ao se deparar com a situação: “Ninguém sai com bastante dinheiro na carteira hoje em dia.”. Em algumas lojas, como a Malagueta, placas alertam os clientes: “NÃO ACEITAMOS CARTÕES. FAVOR NÃO INSISTIR.”. As poucas que ainda utilizam o serviço estabelecem um limite mínimo para pagamento das mercadorias.
Uma saída seria o pagamento em cheque, porém este também vem caindo em desuso pelos lojistas devido ao alto índice de devoluções na região, e por ser um serviço trabalhoso, que exige cadastro do portador e consulta a instituições como SERASA.
Mesmo com toda essa movimentação no mercado, somente algumas operadoras se manifestaram sobre o caso, em nota a VISA diz que “As taxas são compatíveis com os serviços prestados”. Os lojistas, indignados com a situação, se dizem prejudicados, pois não tem retorno do investimento e veem os prejuízos aumentando cada vez mais.
Em declaração, Ronaldo Agineu, economista da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) informa: “Sempre há muita reclamação quanto às taxas, que giram em torno de 4% a 5%, dependendo do segmento. O problema atinge mais os pequenos, que não possuem poder de barganha para negociar…”
Altas taxas, preços abusivos, insatisfação do cliente, quem está ganhando com essa situação? A sociedade que deveria andar em conjunto está cada vez mais olhando para o próprio bolso sem se importar com acontece ao seu redor. Caso isso não se resolva, a situação só tende a piorar.
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